Adoção Responsável: Por que a Triagem é Rigorosa e Evita Traumas?

Enquanto a COSAP depende da rotatividade de vagas para novos resgates em SP, o Instituto Animal alerta que a pressa não pode atropelar a triagem, essencial para evitar o sofrimento de animais devolvidos.

A Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal (COSAP) mantém a adoção como um dos pilares centrais de sua atuação, operando sob o regime de curta permanência para os animais alojados. O fluxo de novas entradas na Divisão de Vigilância em Zoonoses (DVZ) — que inclui resgates em vias públicas e apreensões por determinações judiciais em casos de maus-tratos ou acumuladores — é condicionado à rotatividade das vagas, dependendo diretamente da efetivação de novas adoções para a liberação de espaço nas unidades.

De acordo com a Lei Municipal nº 13.131/01, todos os animais disponibilizados para adoção, entre filhotes, adultos e animais com necessidades especiais, são entregues aos novos tutores devidamente castrados, vacinados e vermifugados. O protocolo de saúde inclui ainda a identificação por microchip e a emissão do Registro Geral do Animal (RGA), garantindo a regularização e o monitoramento do animal perante os órgãos municipais.

Em entrevista a Presidente e fundadora do Instituto Animal, Juliana Camargo, que nos contou como funciona o sistema de adoção na sua instituição: Então, pode acontecer e acontece muito de as pessoas não serem aprovadas. E a gente faz toda justificativa, do porquê ou a casa dela não está preparada para trazer segurança para esse animal ou muitas vezes ela vive numa situação instável que, por exemplo, ah, eu acabei de alugar um espaço e eu vou me mudar no ano que vem.”

Ela ainda explicou que caso o animal vá para uma casa onde não é bem-vindo e é devolvido, sofre com traumas de abandono: “Esse animal tem que estar na sua vida para sempre, até o fim da vida dele. Se você não estiver preparado para isso, é melhor então que você não leve. Porque o trauma de um animal devolvido é terrível. A gente, infelizmente, por mais que a gente tenha critério, acaba acontecendo. Da pessoa desistir, ou não esperou o tempo de adaptação e a gente fala: ´Tem que ter paciência´. Porque o animal, ele teve uma história de maus-tratos. A maioria dos animais que estão aqui passaram por histórias difíceis”

Devido a todo sofrimento, é comum que o animal precise de um tempo para se adaptar com o humano. Alguns ficam ariscos, bravos, outros só obedecem ao protetor que o resgatou e não podem ser doados assim. Então, eles realizam todo um trabalho para que o animal possa ser recebido em um novo lar e possa ser feliz com seu humano de estimação.

Em alguns casos, eles precisam acionar adestradores, que normalmente realizam trabalho voluntário para que esses bichinhos possam ter um lar e serem felizes.

por Laina Moraes

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