Hábitos do dia a dia podem aumentar risco de infecções ginecológicas, alerta especialista

Problemas como candidíase, vaginose bacteriana, alergias, assaduras e infecções urinárias estão entre as queixas ginecológicas mais frequentes nos consultórios. Muitas dessas condições, segundo especialistas, estão diretamente relacionadas a hábitos do dia a dia que podem ser ajustados para reduzir riscos.

A ginecologista Dra. Adriana Bittencourt Campaner explica que pequenos cuidados com vestuário, higiene e rotina íntima fazem diferença na prevenção.

Um dos fatores já conhecidos é permanecer por muito tempo com roupas molhadas, hábito que favorece a proliferação de fungos, como no caso da candidíase. Mas esse não é o único comportamento que merece atenção.

Roupas muito justas aumentam o risco

De acordo com a médica, o ideal é optar por roupas confortáveis, que não sejam excessivamente apertadas. Peças muito justas, como calças e shorts extremamente colados ao corpo, dificultam a ventilação da região íntima e aumentam a umidade local, criando um ambiente propício para infecções.

“O ideal são roupas que não sejam folgadas demais, mas também não tão justas. A ventilação é importante para a saúde íntima”, orienta.

Uso diário de absorvente pode ser prejudicial

Outro hábito bastante comum entre brasileiras é o uso contínuo de absorvente diário. Segundo a especialista, essa prática pode representar um fator de risco, principalmente quando se utiliza o modelo com base plástica, indicado apenas para o período próximo à menstruação.

Existem versões chamadas “respiráveis”, identificadas nas embalagens, que permitem maior circulação de ar e são menos prejudiciais. Ainda assim, o uso deve ser criterioso.

Higiene em excesso também faz mal

Quando o assunto é higiene íntima, o equilíbrio é fundamental. Tanto a falta quanto o excesso podem causar problemas.

A médica alerta para o uso de sabonetes bactericidas comuns, aqueles que prometem eliminar “99% das bactérias”. Esses produtos removem não apenas microrganismos nocivos, mas também as bactérias benéficas que compõem a flora vaginal e ajudam na proteção natural da região.

Como alternativa, ela recomenda o uso de sabonetes íntimos adequados, que possuem pH mais ácido, compatível com o da vulva, contribuindo para manter o equilíbrio da microbiota local.

Cuidados após a relação sexual e atenção aos pelos

A ginecologista também destaca a importância da higiene após a atividade sexual como medida preventiva contra infecções urinárias e desequilíbrios vaginais.

Em relação aos pelos pubianos, a depilação não é obrigatória, mas o excesso também pode favorecer o abafamento da região. Para quem prefere manter os pelos, apará-los pode ser uma alternativa para melhorar a ventilação.

Atenção aos sinais de alerta

Corrimento com odor forte, coceira intensa, ardor ao urinar, dor durante a relação sexual e alterações na coloração da secreção são sinais que merecem avaliação médica.

A orientação é evitar a automedicação e procurar um ginecologista sempre que houver sintomas persistentes. A adoção de hábitos simples no dia a dia pode ser determinante para prevenir desconfortos e manter a saúde íntima em equilíbrio.

A Central de Notícias da Rádio Everest é uma iniciativa do Projeto “ETARISMO, IDADISMO, AGEÍSMO: Novos nomes para antigos preconceitos!”. Este projeto foi realizado com o apoio da 9ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo.

A Central de Notícias da Rádio Everest é uma iniciativa do Projeto “ETARISMO, IDADISMO, AGEÍSMO: Novos nomes para antigos preconceitos!”. Este projeto foi realizado com o apoio da 9ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo.

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