Video Locadora resiste na zona leste
O espaço se tornou um ponto de encontro para apaixonados por cinema.
Na periferia da cidade de São Paulo, um pedaço da história do entretenimento resiste às mudanças e a chegada do streaming. A videolocadora Clube Charada agora é um centro cultural, que atua como um museu vivo, realizando eventos, e guardando uma experiência perdida de locação de filmes.
Com a chegada dos serviços de streaming, da praticidade do celular, e de todas as inovações de tecnologia no entretenimento, o mercado de locação de filmes em lojas físicas perdeu completamente o seu espaço, mas o que mantém viva a memória e a nostalgia das videolocadoras é o sonho, e o prazer de Gilberto Petruchio, em ser um espaço de enriquecimento cultural em seu bairro.
“Teria que ser no sapopemba, não seria em outro lugar […] Trazer cultura pro bairro, as pessoas precisam saber que existe coisa muito melhor que Stallone. No dia que eu vou conversar pra contratar e alugar o salão eu comentei isso com o proprietário, e ele disse “mas já tem 20 locadoras aqui em volta da gente, não vai dar certo” e eu respondi, è simples, se não der certo em 6 meses eu fecho e pago tudo direitinho, então convenci ele, e estou aqui há 30 anos”.
Mais do que apenas um negócio lucrativo, como o Clube Charada entre as décadas de 1990 e 2000, o espaço na verdade sempre teve o intuito de ser um propagador de culturas, e de troca de experiências, essência esta que segue viva até hoje.
E para que o espaço continue cumprindo seu papel principal, o espaço recebe diversas apresentações e eventos culturais, como festivais de curta metragem, e shows de música ao vivo. Além disso, o papel educacional do Charada também é exercido com aulas de teatro e violão.
Localizado na rua R. José Antônio Fontes, 62, próximo a Avenida Sapopemba, e da estação Vila Tolstói do monotrilho, o Centro Cultural Clube Charada é um espaço onde a chama da cultura e do cinema mantém um pedaço de sua história viva, e conservada, podendo ser acessada por qualquer um que tenha vontade de aprender, se enriquecer de conhecimento cultural.
Por: João Victor Montoza




